A Sistematização dos Estados de Consciência e da Prática Meditativa

 

O universo não muda; é o observador que o recorda constantemente diferente.

Sesha

O maior dilema que enfrentam os estudantes ocidentais ao iniciar a prática da meditação são a falta de indicações do sistema operacional da mente nos seus próprios processos interiores e a desordem que impera no instrumento mental.

A mente não é um mecanismo devidamente preparado para detectar as variadas e sutis atividades de si mesma, graças às quais é possível conhecer as diversas formas de realidade.

Através da análise dos fenômenos da percepção e da sistematização dos diversos estados de consciência, Sesha explica os diferentes modos em que se apresenta a realidade ante um observador consciente. Essas técnicas podem ser aplicadas a qualquer prática meditativa tanto interior (passiva e silenciosa), como exterior (ativa e em interação com o mundo exterior).

Em seus cursos e no livro La Paradoja Divina, Sesha explica de forma detalhada todas as possíveis relações entre sujeito e objeto, e as diversas formas de percepção da realidade que decorrem destas relações.

A interpretação da realidade pode ser vivenciada de forma “dual” ou “não dual”. Para o Vedanta Advaita a atividade válida da Realidade é exclusivamente Não-dual. Sesha explica de forma simples mas detalhada, os processos através dos quais podemos reverter a interpretação mental da Realidade, a fim de alcançar a percepção Não-dual. Assim temos uma descrição detalhada dos cinco sucessivos estados de consciência (e a partir daí 5 modalidades diferentes da percepção da realidade) que englobam desde o estado de sonho até o despertar total.

 

 
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